terça-feira, 14 de maio de 2013

COSMOLOGIA: VIDA MARAVILHOSA



  
VIDA MARAVILHOSA

Marco Aurélio Baggio


Nossa história começa com um grande tiro, disparado pela pistola do Universo. Um único: surdo, incolor, definitivo, formidável.
No Cartório de Registro de Notas está exarada a data: 13,7 bilhões de anos decorridos.
No primeiro segundo, ocorreram os principais fenômenos de constituição de nosso Universo. O principal deles foi a ocorrência, única e fugaz, do bóson de Higgs. De uma forma postulada, mas ainda não sabida, Higgs deu massa aos 3% a 4% de matéria bariônica luminosa que veio a constituir os gases, a poeira cósmica, as estrelas e os 100 a 150 bilhões de galáxias detectáveis.
 A segunda coisa mais espantosa ocorrida no segundo inicial após o Grande Estampido surdo e sem luz foi a brutal expansão do Universo por trilhões de quilômetros nesse segundo.
O resto veio por mera evolução física cosmológica, inscrita no âmago das prerrogativas deste nosso Universo. Três a quatro por cento  são  constituídos  da matéria bariônica luminosa dos 150 bilhões de galáxias.
Vinte a vinte e quatro por cento de uma esquisita ainda não decifrável matéria escura não luminosa, presumivelmente, é aparentada com a matéria clara bariônica. Talvez composta, em pequena parte, por neutrinos e por neutralinos. O resto, porém, o demais? Ainda incognoscível. Setenta, setenta e cinco por cento da massa atrativa gravitacional ou antigravitacional de nosso Universo é constituída, sabe-se bem hoje, pela energia escura, que ninguém viu nem sabe como e o que é, mas a fé científica dos melhores pesquisadores postula, com toda convicção, existir.
– E antes? O que havia antes do Big Bang?
Por um segundo me prendem em perplexidade. Eu e meus asseclas  temos nossas armas. Saco rápido e atiro:
– Antes do Big Bang, houve um grande esmagamento, uma grande concentração lenta, que durou bilhões de anos. Escura, por si própria comandada, onipotente, absolutamente consciente do que estava urdindo, toma conta de todo o Universo, peculiar e específico, onipresente.  Não gostam da resposta, mas gostam de gastar balas e assacam:
– Concentração de quê?
Caíram na minha armadilha...
– Então, sujeito, põe a cabeça  para funcionar. Você anda de avião, trata-se com antibiótico, acredita no celular, usa alimentos industrializados (há outros que não o sejam?), vê televisão, acredita no governo, fotografa?
Você está perdido: tem que dar crédito à senhora ciência e a sua serviçal, a tecnologia.  O que a ciência, a cosmologia nos diz, nos afirma e nos oferece é que a matéria bariônica dos 150 bilhões das galáxias é constituída de 70% a 75% de átomos de hidrogênio, peso molécular um.
O resto do Universo é composto por 70% a 75% de  energia escura.
Daí, meu caro, é fácil deduzir: o Big Crunch se deu por esmagamento da energia escura, a ponto de a energia escura vir a pesar trilhões de toneladas por centímetro cúbico. Tão insuportavelmente denso e concentrado e pesado que não mais se sustentou: explodiu. Tal qual eu e você quando ficamos putos de raiva.
Simples assim!
Você ainda tem uma bala no cilindro do revólver, vendo, você não...
Mas sou bonzinho como o gato que busca e tortura o rato antes de matá-lo. Ou como a vespa Ichneumonidae, que deposita seus ovos dentro da lagarta viva para seus rebentos dela se banquetear e devorar.
(Foram esses exemplos de uma mãe natureza bonita por natureza que fizeram Charles Darwin descrer de vez da bondade de deus).
 Você pode redarguir:
   – Você misturando as coisas, Marco Aurélio. Como pode energia, que por definição não tem massa, vir a pesar trilhões de toneladas por centímetro cúbico? É impossível, você está dizendo um absurdo ensandecido.
   – Pois é, bebé! Você já ouviu falar em paradoxo?
   – Pois este é o primeiro paradoxo cósmico que nosso Universo vai fazê-lo engolir e digerir.  Ele é ignoto e incognoscível, inescrutável e outras cositas más.
Eternamente iniciado, nosso Universo é uma sanfona, um bandoneón plangente não escangalhado, de Big Crunchs, Big Bangs, Universo em expansão contínua, frialdade e eternos ciclos de eterno retorno.
A natureza nos é indiferente: nem bondosa, nem cruel.
E nós vamos no meio, aparecendo aos 44 minutos e 59 segundos do segundo tempo de uma partida de futebol cósmica.
Chega de cogitar sobre a eternidade, o que não interessa, pois somos seres fadados a curtos-circuitos. Vamos adiante, pela Lei Juscelino Kubitschek.
   – Há dez bilhões de anos, constituiu-se uma galáxia em espiral, mediana, que é a nossa Via de leite. Ou do leite. Há 4,8 bilhões de anos, nela surgiu, em seu braço externo, uma estrela de 6ª grandeza, o nosso genitor cósmico, o Sol. Quase todo composto de hidrogênio e, como toda estrela, o Sol não passa de um forno de cozimento nuclear do hidrogênio para se transformar em hélio e perder 0,007% de sua massa bariônica, transformada em energia térmica luminosa e vários tipos de radiações.
Somos todos filhos do Sol. Comemos e vivemos de sua energia irradiada sobre este nosso planeta, postado em posição excepcionalmente privilegiada: Cachinhos  Dourados. A Terra surgiu há 4,5 bilhões de anos. A água total apareceu, completa e definitiva, há 4 bilhões de anos. A rocha mais antiga  detectada tem 4,4 bilhões de anos. A vida surgiu há 3,9, 3,8 bilhões de anos: bactérias eternas e estromatólitos.  Por dois bilhões de anos, só existiu vida bacteriana unicelular sem núcleo: procariontes.
Há 700 milhões de anos, surgiu a fauna radial achatada de Ediacaram, por todo o planeta. Já extinguida.
Foi, porém, no erastema Cambriano, entre 590 milhões e 505 milhões de anos, que aconteceu a explosão da vida na Terra. Uma centena de filos, de programas corporais específicos e inusitados, com seus Bauplans escalafobéticos fizeram sua entrada na orquestra da vida animal e tiveram sua milionésima existência até se extinguirem por ação da grande ceifadeira, que é a evolução, escoltada pelo transcurso dos tempos geológicos.
Um verme, um artrópode surgido entre tantos, por volta de 500, 505 milhões de anos, é o nosso concentral. Possui uma haste dorsal enrijecida, que dá nome ao nosso filo: Chordata.  Nela derivam as características faixas em V dos miótomos das bandas musculares dos cordados. Nosso mais antigo ancestral imediato de que se tem registro é a esquisita e simpática Pikaia gracilens,  que deu origem a nossa linhagem: a dos animais pluricelulares cordados. Dotada de um eixo longitudinal, com posições cefálica e caudal, ao longo se condensa uma notocorda, que derrama e delimita o corpo em um estrutura bilateral, à esquerda e à direita.
Pikaia sobreviveu às cinco grandes (e tantas outras pequenas) extinções e deu origem aos cordados. São milhares de espécies. Entre eles, um verme de 5 a 10 centímetros, um artrópode peludo, encontrado vivo, como um fóssil vivo, o Peripatus acacioi. Vive aqui, no Vale do Tripuí, em Ouro Preto, há 225 milhões de anos. É nessa floresta atlântica residual, nesse relicto preservado à montante da cidade de Ouro Preto. No mesmo vale, encravado antes do Pico do Itacolomi, cuja corrida do ouro, a partir de 1698, 1700, deu origem às minas do ouro, às Minas e aos Gerais.
Pikaia e Peripatus: desprezíveis vermes.
Depois apareceu um peixe pulmonado, respirador direto de ar atmosférico, dotado de nadadeiras lobadas, inquieto, que quis sair do mar raso e perambular pelo continente, na terra. Depois, há 225, 200 milhões de anos, virou mamífero: pequeno, esperto, um rato. Mamíferos prosperaram e se diferenciaram, cresceram em tamanho e se difundiram pelos 12% habitáveis da superfície do planeta.
Surgiram os símios, há 35 milhões de anos. Há 7 milhões, apareceu nosso ancestral mais direto, humanoide, hominídeo: o Sahelantrophus tchadensis. Depois, surgiram dezenas de outros australopitecos. Um em especial: o Homo erectus. Há 150 mil anos, um tal de Homo sapiens sapiens, convivendo com seus primos Cro-magnon e Neanderthal. Vêm evoluindo sobre o planeta.
Deu nisso: essa raça de animais bondosos que cultuam entes etéreos e massacram os civis sírios. Somos nós, no esplendor de nossa glória. Alguma coisa há, no entanto, para apreciar. Mas não muito...
Massacres, genocídios, holocaustos, assassinatos são a forma nossa específica de conviver e exterminar nossos dessemelhantes. Desde Javé, desde o Deuteronômio e os Números.
Sabe-se que dos 57 milhões de mortes naturais ou não, anuais, de seres humanos, um a dois milhões são exterminados por ação assassina direta de outros seres humanos, provisoriamente mais poderosos.
Com razoável precisão, calculei que sobre o manto duro da Terra, há 10.000 anos, jazem os despojos de 975 milhões de seres humanos por nós assassinados. O cadáver de cada homem exterminado precocemente, por ação criminosa de outro, clama e pesa na consciência de cada um de nós, homens decentes. Ou não?
Nossos mecanismos de negação da realidade do que consistimos é, sempre, tão eficaz assim? Isso porque, ainda assim, a Vida é Maravilhosa.
O grande biólogo, paleontólogo e divulgador científico de coisas difíceis, tais como a evolução revelada em toda a parte pelos fósseis, por todo o mundo, o escritor Stephen Jay Gould, escreveu magnífico livro com este título:
Vida maravilhosa.  Edição em português, sem data (2.000?) e sem editora, obtive exemplar usado, pela internet.
O grande biólogo, paleontólogo e historiador traça a notável trajetória dos achados de dezenas de filos de animais de corpo mole, descobertos por acaso, em 1909, pelo grande cientista norte-americano Charles Walcott, no Parque Nacional Yoho, em Burguess Shale, nas Montanhas Rochosas da Columbia Britânica, no Canadá. Chegou à atordoante conclusão de que, se a “fita” da evolução pudesse retroceder e ser repetida, a evolução dos seres vivos não se daria da mesma forma. Por sorte, por acaso feliz por parte de quem estava preparado para deparar com a oferta generosa da natureza, desvendou-se de vez, com o que já se sabia: no período Cambriano, na Terra, houve, por acaso e por necessidade, uma explosão de vida multicelular, com uma centena de padrões de desenhos corporais os mais esquisitos (filos, Bauplans), com o povoamento do planeta, a seguir, por cerca de 50 bilhões de seres vivos.
As cinco grandes extinções, aliadas ao desgaste dos seres vivos em exaustão, pela passagem do tempo geológico de dezenas de milhões de anos, causaram o desaparecimento de 99,4% desses 50 bilhões de tipos de seres vivos. A maioria deles, pluricelulares, de corpo mole e macio, incapazes de serem preservados por simples e mera dissolução nas reservas inultas dos poços ctônicos do planeta.
Por isso, Burguess Shale é um presente, uma dádiva, uma prova magnífica, marcando o que foi e o que é a evolução da vida maravilhosa em nosso mundo, agraciado com as prerrogativas únicas favoráveis que os bons cosmólogos houveram por bem nominar Cachinhos Dourados.
Vá lá você saber o que isso significa. Está em Um abreviado de quase tudo.
Vida maravilhosa não é um belo, belíssimo título? Expressivo e encantador.
Melhor que O Universo numa casca de noz. Livro do Stephen Hawking. E se você rastreia, este título está em uma fala de Hamlet, e Vida maravilhosa é um verso de Shakespeare. Toda inteligência moderna fulgurante rouba da maior inteligência que já viveu sobre a face da Terra. Às vezes, extrapola, como Marx, e vai-se espojar em Lucrécio:
[...] a cada um segundo sua necessidade e sua capacidade.
Lucrécio, discípulo romano do grande Epicuro, maior humanista pré-científico da História, aquele que intuiu e sabia quase tudo o que, nós leigos, sabemos, cientificamente, hoje.
Shakespeare, aquele cujo psiquismo (cuja mente) é o horizonte além do qual, até hoje, não podemos enxergar e ultrapassar.
Lucrécio e Shakespeare nos induziram a procurar, encontrar ou conceber um além transcendente sem credo e sem fé. Christopher Hitchens, George Orwell, Richard Dawkins, Harold Bloom, Michel Onfray cursam essa  senda.
O que nós, os brilhantes, queremos, como já disse, é um pão do espírito melhor do que o (mero) trigo é capaz de fazer.
 
  
Big Bang  > Via Láctea > Burgess Shale > Pikaia >
Anfioxo  > Peripatus  >   Peixe pulmonado  >
Mamífero >   Símio > Homo > Nós.

 BIG BANG: Início de nosso universo, há 13,7 bilhões de anos.




Radiação cósmica de fundo captada pelo satélite COBE, indicando variações de temperatura de milésimos de graus centígrados, evidenciando flutuações da densidade da matéria do cosmo. Essas flutuações foram as "sementes das coisas", que deram origem às galáxias no jovem universo.





 A imagem captada pelo telescópio europeu Planck: confirmação de um universo plano e em expansão.



Matéria e energia escura: nos interstícios da trama luminosa das galáxias, há imensas áreas aparentemente vazias, nas quais se presume pontificar a matéria escura e a soberana energia escura.



Vortilhões de galáxias.


Que admirável mundo novo que tem tais pessoas dentro dele - exclama Miranda, em A tempestade, de Shakespeare.
 Vida maravilhosa exalta a epifania do aparecimento e a vigência da vida diferenciada complexa sobre o Planeta. Nossas maravilhas cheias de vitalidade, no entanto, acabam por introduzir naquilo que é, o fermento do que não é.  E felizes somos pela prevalência de nossa cada vez mais depurada autoconsciência do propósito de saber.
Ver a vida como ela é. Sabendo que a vida se enegrece em contato com a verdade e com a realidade.
Apesar da estupidez e da ignorância dos homens, da corrupção inerente ao exercício do poder, da ganância gerada pelo dinheiro sempre em falta, apesar do crime e da guerra, a sociedade civilizada funciona, civiliza e segue adiante, conduzida por Varuna e pelos Homens Bons.

A decência nas atitudes e a integridade intelectual caminham junto com os estocásticos achados da ciência para nos servir como diretiva ética de qualidade. Vida maravilhosa é nossa única dádiva.   
                      



Energia Escura: ainda desconhecida. Compõe 73% do Universo.
Matriz geratriz de tudo.

        Matéria Escura: compõe 23% do Universo. Não interage com a luz.


 Composição cosmológica: a matéria bariônica luminosa dos 120 – 150 bilhões de galáxias corresponde de 3% a 5% dos componentes do Universo.


 Estromatólitos: estruturas marinhas devido à acumulação de bactérias, lodo e carbonato de cálcio durante bilhões de anos.


 Edicaran ou Ediacaran: seres fósseis pré-cambrianos, datados de 700 milhões de anos, de corpo diploblástico, encontrados nos Montes Ediacaran, na cadeia Flinders, no sertão australiano, ao norte de Adelaide, a partir de 1946.
Estão disseminados em todos os continentes.


 Mapa de localização de Burgess Shale, na Colúmbia Britânica, nas Montanhas Rochosas do Canadá.


Nicho de Burgess Shale, no Canadá.


SERES FÓSSEIS COM FORMAÇÕES CORPORAIS (FILOS, BAUPLANS) INUSITADOS, DATADOS DE 510 A 505 MILHÕES DE ANOS. JÁ EXTINTOS. ENCONTRADOS A PARTIR DE 1909, EM BURGESS SHALE.  


Opabinia, mostrando o focinho frontal com os cinco olhos situados sobre a cabeça, com a quela terminal. As subdivisões do corpo com brânquias na parte de cima, e a cauda dividida em três segmentos. (Desenho de Marianne Collins).


Marella: o mais abundante fóssil encontrado.



 Odaraia. Dotada de numerosos apêndices birremes, que podem ser vistos através da carapaça tubular transparente. Com dois grandes olhos frontais e curiosa cauda em telso dotada de três grandes lobos.(Desenho de Marianne Collins).


 Canadaspis. É um crustáceo verdadeiro. Os cinco segmentos da cabeça possuem dois pares de antenas e tres pares de apêndices posteriores à boca. É um protótipo de animais modernos. (Desenho de Marianne Collins).


 Yohoia. (Desenho de Marianne Collins).


Habelia. Artrópode tuberculado. (Desenho de Marianne Collins).



Anomulocaris. Possui um par de grandes olhos sobre pedúnculos curtos e um temível conjunto de armas em torno da boca (dentes).


Sarotrocercus. Um minúsculo artrópode, nadando de costas. Observe os olhos grandes, o vigoroso par de apêndices alimentares e os ramos branquiais, presumivelmente usados para natação. (Desenho de Marianne Collins).


 Naupilus



Hallucigenia. Sustentado por seus sete pares de escoras, apoia-se no fundo do mar. Representa a diversidade e a singularidade de estruturas anatômicas geradas no pré-cambriano. (Desenho de Marianne Collins).



Sidneia. Artrópode merostomóide, pertencente ao grupo dos quelicerados, precursor dos escorpiões, das aranhas e dos carrapatos.(Desenho de Marianne Collins).


Triarthrus. Numerosos segmentos similares de um artrópode primitivo, tal como pode ser visto neste trilobito.Com exceção das antenas centrais, todos os pares de apêndices são semelhantes e birremes. Cada segmento do corpo possui um par. A) Visto de cima. B) Visto de baixo. Extraído de Zittel.


 Canadia. Poliqueto, encontrado em Burguess Shale, Canadá. Precursor da minhoca. alimenta-se de restos de organismos mortos. (Desenho de Marianne Collins).


Artrópodes de Burguess desenhados na mesma escala, de modo a mostrar suas dimensões relativas. A) Odaraia. B) Sarotrocercus. C) Ayesheaia. D) Habelia. E) Alalcomenaeus. F) Emeraldella. G) Moralia. H) Naraoia. I) Sidneia. J) O trilobito Olenoides. K) O grande trilobito de corpo mole Tegopelte.


 Quatro grupos de artrópodes: a) Inseto. b) Chelicerato. c) Crustácea. d) Trilobito.


Pikaia gracilens: o mais antigo cordado que se conhece no mundo. Observe as características do nosso filo: as faixas músculares em forma de V e o notocórdio, uma haste enrijecida que se estende dorsalmente ao longo do corpo e que, posteriormente, se transformou em nossa coluna vertebral.

Concestral dos animais cordados: supõe-se que este concestral era dotado de uma notocorda ( um rigido bastão cartilaginoso) ao longo da parte inferior do corpo, partindo de seu cérebro rudimentar em direção a cauda.



 Peixe de nadadeiras lobadas: o primeiro animal aquático a se aventurar na terra firme, dando origem a todos os animais terrestres.



 a) Era devoniana, quando a terra aguardava cheia de promessa pelo êxodo dos peixes que viriam habitá-la. Incorporando essa colossal transição, temos a fundamental descoberta, no canadá, do Tiktaalik, b) e c). Recente achado fóssil (416 a 360 milhões de anos).



 Ancestral de todos os mamíferos: morganucodontídeo, rato insetívoro de cerca de 250 gramas, surgido por volta de  210 milhões de anos. É encontrado em Gales, Junnam (China), na Europa e no Rio Grande do Sul.
 


 Hominídeo encontrado perto do lago Tchad, com 7 milhões de anos. Conhecido como Toumai.


 Ovos depositados em larva paralisada pelo veneno da vespa Ichneumonidae devoram e se desenvolvem em um arranjo que não justificaria a idéia de um deus bondoso operando no Universo, o que horrorizou Charles Darwin.


Peripatus accacioi: verme fóssil vivo há 225 milhões de anos no Vale do Tripuí, em Ouro Preto.



 Vale do Tripuí: relicto de Mata Atlântica, em Ouro Preto-MG.


Pico do Itacolomi. Ouro Preto – MG, sobranceiro por sobre o vale do ribeirão do ouro, o Vale do Tripui.


 Sequoia sempervirens: maior ser vivo, mais alto, com até 105 metros de altura, 9 metros de diâmentro no tronco, mais pesado, com peso equivalente a 600 elefantes africanos e longevidade de até 3.500 anos.



Sequóia GENERAL SHERMAM, de 84 metros de altura, diâmetro de 31 metros na base. Possui 3.200 anos e continua crescendo.



Sequoia PRESIDENTE.




Cronoestratigrafia das eras evolutivas.





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